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Moinho Santa Lúcia

projeta crescimento maior em 2009

O presidente da empresa diz que a meta
é ser o segundo no ranking nordestino do setor.

 

O “fantasma” da crise financeira mundial e os percalços na importação de trigo – causados principalmente pelo aumento do consumo na China e na Índia, alta do dólar e pela suspensão das exportações da Argentina, o principal fornecedor do Brasil – não estão amedrontando o Moinho Santa Lúcia. A empresa cearense adentra 2009 com uma meta ousada: “em breve, ser a segunda no ranking nordestino do setor”, conforme revela o presidente da empresa, Alexandre Sales.
Segundo ele, excepcionalmente, este ano, o Moinho vai ultrapassar a barreira dos 20% de crescimento registrados nos últimos anos e chegar a 50% em biscoitos e mais de 100% na área de massas.

 

O total de empregos diretos gerados pela empresa, a partir dos investimentos projetados e contabilizados os já existentes, será superior a 500. O que deverá beneficiar principalmente as populações do distrito de Camará, em Aquiraz – Região Metropolitana de Fortaleza e onde está localizada a sede – bem como de Itaitinga e da própria Capital. Segundo Sales, os novos investimentos serão importantes não apenas para a consolidação da posição da empresa nas regiões Norte e Nordeste, mas também para os projetos de expansão de mercado que estão em curso – como é o caso das iniciativas envolvendo o Centro-Oeste e o Sudeste. “Regiões onde o Moinho está entrando”, revela o presidente, otimista com o ano que está começando.

 

As estimativas de crescimento, segundo ele, estão respaldadas pelos investimentos que serão feitos ao longo de 2009 e cujo montante deve superar R$ 20 milhões, incluindo recursos próprios e de terceiros. “Estamos investindo na ampliação da nossa área física, bem como em maquinário e tecnologia. Com isso, vamos triplicar a capacidade instalada da fábrica de massas e dobrar a de biscoito e wafers”, justifica Alexandre Sales vislumbrando novas oportunidades de negócios inclusive na área internacional. Atualmente, o Moinho Santa Lúcia exporta para alguns países da África e os planos, nas palavras do presidente, “é chegar a outros continentes em breve”.

Para isto, a empresa não descuida de nenhuma área. Vale destacar, por exemplo, que, em meados do ano passado, o Moinho Santa Lúcia conquistou o certificado de qualificação Duns Number 2008, da Dun & Brad Street International Ltda., inserindo-se, dessa forma, no cadastro da Base de Dados Mundial da companhia. A empresa é líder no fornecimento de informações nas áreas de crédito, compras, marketing e de suporte a serviços. Tornando-se assim uma forte aliada das empresas certificadas nos momentos de decisão. De acordo com informações da área técnica do Moinho, o certificado é um indicador que possibilita aferir a capacidade financeira da empresa certificada, bem como o nível de risco associado ao seu negócio. Com isso, o Moinho Santa Lúcia estaria credenciando não somente as suas exportações, como também a liquidez dos seus negócios nos mercados nacional e internacional.

O otimismo do presidente em relação a 2009 também se deve às iniciativas que “reforçam valores e características que sempre marcaram a atuação do Moinho Santa Lúcia, como o pioneirismo e a inovação”. Ele cita como exemplo o lançamento, ano passado, de um produto no segmento de massas que continua inédito no País. Trata-se da primeira embalagem de massa seca, tipo espaguete, com 400g, que chegou ao mercado em outubro de 2008. “É um produto mais competitivo, porque atende principalmente as classes com menor poder de desembolso, pelo fato de custar mais barato”, analisa o titular das áreas de Marketing e Comercial, Milton Andrade. Ele comenta que o lançamento também marcou a apresentação da “nova” marca Bonsabor, que foi modernizada juntamente com as embalagens de vários outros produtos. Além da Bonsabor – estampada em 15 produtos das linhas de massas e biscoitos – a identidade corporativa Moinho Santa Lúcia também assina a marca Predilleto, que identifica 35 produtos da linha premium.

Ainda na perspectiva do pioneirismo e da inovação, Alexandre Sales lembra que a empresa foi a primeira no país a fabricar biscoitos e wafers livres de gorduras trans. Isso foi em 2006 e, este ano, o Moinho espera conquistar a certificação ISO 22000, tornando-se o primeiro do Norte e Nordeste com a chancela de qualidade na produção de alimentos para os mercados interno e externo. Atualmente, os produtos Predilleto e Bonsabor já contam com tabela nutricional aprovada pelos Estados Unidos. “Também fomos a primeira do Nordeste com a produção verticalizada, ou seja, no Moinho Santa Lúcia a produção é integrada, entra trigo em grão e saem biscoitos e macarrão, tudo na mesma planta industrial”, explica o presidente.

Com mais de 50 anos de mercado, o Moinho Santa Lúcia nasceu no bairro São Gerardo, em Fortaleza, atuando no segmento varejista com a marca Inca. A empresa foi fundada pelo empresário Raimundo Ferreira Sales, que ocupa lugar de honra na administração da organização, hoje sob o comando da terceira geração da família. No município de Aquiraz, onde está instalada desde 1999, foi a primeira e continua sendo a única indústria em funcionamento no distrito de Camará. A nova planta industrial, inaugurada em 2000, reúne quatro unidades fabris: o moinho de trigo – que produz farinha para uso doméstico e industrial; e as fábricas de biscoito, massas (tecnologia italiana) e wafers (tecnologia austríaca). Ao todo são 18.000m2 de construções numa área global de 1,3 milhão de metros quadrados. E seus produtos estão presentes nos principais mercados das regiões Norte, Nordeste e, mais recentemente, no Centro-Oeste e Sudeste.

Estrada do Camará, S/N - Bairro Telha, Aquiraz CE / CEP: 61.760-000 - Fone: (85) 3260-7400